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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um dia qualquer

Uma folha caiu. O vento soprou. Foi só o tempo que mudou.

Não se esquece um dia triste quando um novo amanhã chega, e esses dias sempre se tornam quase eternos, fazendo a morte parecer bem atraente. A saudade do que nunca vivi é constante e o tempo nunca diz o que quer.

Acendi uma chama que já não queimava em mim, a fumaça perdida no ar ja não era mais a mesma, senti tudo rodar, a loucura estava ausente, mas o tempo não parecia passar.

Vomitei a tentativa de esquecer de tudo, a tontura passou, mas o mundo continuou estranho. Joguei fora todo o tempo que eu tinha pra perder e pude sentir que minhas asas se concertavam.

Escrito em 01/09/2004

2 comentários:

Daniel Savio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel Savio disse...

Nada de se matar criatura, só dá tempo ao tempo para as tuas asas melhorarem =P

Fique com Deus, menina Annie Manuela.
Um abraço.