quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Saudade...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

É impossível se acostumar com a saudade.

Eu apenas tento suportar a dor que ela provoca.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Programa TPM

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



Programa TPM - Tempo Para Mulher
Foi um programa de rádio laboratório da turma de Jornalismo da UFAC.
Apresentação: Annie Manuela e Edilene Oliveira
Roteiro e Produção: Daigleine Cavalcante e Emanuele Falketo
Reportagens: Renam Pereira, Tiago Teles, Tião Vitor, Helio Ribeiro, Luíz Roberto, Ozeias Rocha e Leonidas Ribeiro
Gravação e edição de áudio: Francildo Pereira
Direção Geral: Prof. Pascoal Gemaque

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia do Funcionalismo Público

quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Como hoje é dia do funcionalismo público, vou contar um pouco da minha vida profissional.
Sou funcionária pública há mais de 2 anos, sou assessora de imprensa de um órgão estadual, amo meu trabalho, apesar de às vezes desejar férias de 3 meses, mas depois a chateação passa e sinto que não consigo ficar sem meus releases, assessorar as entrevistas, participar dos eventos, fotografar, atualizar o site e até a parte chata de arquivar clipagem e os relatórios anuais, amo muito tudo isso.
Ultimamente estive meio em crise com a minha profissão, sempre planejei cursar direito depois de jornalismo, mas andei pensando em outra faculdade, estava quase decidida a cursar arquitetura, nunca tinha pensado nessa possibilidade antes, mas acho que foi só uma crise ambiciosa, queria ganhar mais, e todo mundo sabe que jornalismo não dá tanto dinheiro assim, só se eu fosse assessora em Brasília, mas isso já era violentar a minha consciência. Só preciso passar em um concurso federal e fica tudo muito bem, rsrs.
Depois de tudo isso, voltei à realidade e passei a dar mais valor ao emprego que conquistei, não foi através de alguém que consegui, eu estudei e passei em um concurso público.
Então, parabéns pra mim!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Simplesmente Lanna

terça-feira, 27 de outubro de 2009
Todo dia a mesma recepção, quando chegamos do trabalho, a Lanna já está esperando na porta, a alegria dela sempre arranca sorrisos. Quando ela quer brincar, pega um ursinho na boca e traz pra gente jogar, como se fosse um graveto, tadinho do ursinho, já tive que costurar ele várias vezes. Se fico muito tempo no computador, ela se zanga e começa a reclamar, olha pra mim e late, olho pra ela e pergunto: o que você quer? Ela me encara e continua latindo, parece que ela quer dizer: Sai logo daí. Vamos passear. Então desligo o computador e ela sobe no sofá pra que eu possa arrumá-la, pentear, colocar o lassinho e o guia que parece um vestidinho, faz o maior sucesso na rua, sempre andamos 1 quadra perto de casa e voltamos, e sempre em uma calçada de uma casa verde ela para e faz xixi, todo dia é a mesma coisa, sempre no mesmo lugar, rsrs, sempre quis entender porque, será que ela não gosta de verde?! Rsrs. Ela adora rasgar correspondência sempre que colocam embaixo da porta fica tudo picotado, já pedi que deixassem a minha na caixa de correio, mas uma vez ou outra tem alguém que adora entregar pra Lanna. Às vezes se ela acha que não esta tendo muita atenção, pega qualquer coisa pela casa, vai pra perto da gente e começa a mastigar, e mastiga de um jeito que faça barulho, sempre ficamos preocupados com medo de ela engolir algo perigoso, mas quando vamos ver, geralmente é alguma linha, fiozinhos ou papel. O que ela gosta mesmo é de ser sempre o centro das atenções rsrs. Engraçado mesmo é quando ela fica “foguinho”, como diz minha mãe, ela sai correndo pela casa toda, pulando em cima de tudo, parece um foguetinho. A Lanna já vai fazer 9 meses, a muito tempo já parou de comer fios e aprendeu a usar o banheiro (jornal), aprendeu também alguns comandos, sentar, subir no sofá, trazer um ursinho, pular ela já pula direto. Mas o comando “ficar quieta”, esse, ela não aprende de jeito nenhum, rsrs.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acho que me achei

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sei que realmente estou sumida do blog, não posso dizer que estive sem tempo, porque ultimamente até que tenho tido bastante tempo, acho que andei mesmo foi sem muita inspiração pra escrever.
Mas já estou morrendo de saudade desse meu Quase em Off, então estou voltando, prometo não demorar tanto pra postar. E também to com saudade de visitar os blogs que sempre acompanho.
Em fim estou de volta!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Temporal

sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O tempo estava estranho outra vez, e tudo parecia se repetir, eu sempre me perco no meio das coisas que nunca mudam. Às vezes sinto o tempo passar bem perto de mim deixando tudo cada vez mais estranho e não é tão simples como um temporal que de repente vai embora, porque o frio sempre fica escondido em algum lugar.
Espero a mudança do tempo como os agricultores, mas o tempo pra mim nem sempre está favorável, e outra vez fico sem boas colheitas. O dia floresce, mas, o verde lá fora continua o mesmo, os dias passam em quanto à mudança preguiçosa dorme com a solidão. As atitudes nunca mais conseguirão expressar o verdadeiro sentimento que agora age como se quisesse fugir, sem entender e nem dar explicações, parecendo não precisar de respostas e as perguntas se tornarão inúteis.
Esse desanimo que perpetua por dias que pareciam normais e felizes, o vazio que insiste em ocupar um espaço que não existe. Tudo isso acontecendo enquanto o tempo continua o mesmo, ecoando a tristeza por toda casa, deixando o céu escuro, ameaçando outro temporal de água salgada.
Os planos que vem e vão como os papéis de rascunho amassados sobre a mesa, querendo isso ou aquilo e querendo tudo e depois desistindo de planos e desejando sonhos e depois a desejar querer os planos.
Esse querer que a minha vontade não entende me confunde completamente, o tempo seguindo seu percurso enquanto me debato aos conflitos das vontades e das necessidades.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rifa-se um coração

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu..."...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armadura se deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer". Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusara cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredo se a ter a petulância de se aventurar como poeta.

Clarisse Lispector
 
QUASE EM OFF © 2008. Design by Pocket